quarta-feira, 22 de maio de 2024

Voto grisalho e eleições 2024

As mudanças na estrutura etária brasileira, ainda em curso, têm evidenciado o processo de envelhecimento populacional, promovendo um aumento da participação do número de idosos na população, o que repercute também na ampliação do número e da proporção de eleitores na faixa dos 60 anos e mais. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral -TSE apontam um forte crescimento do eleitorado idoso, cerca de 30%, nos últimos 10 anos. Segundos dados (TSE) de 2022, os idosos representam 21 % dos eleitores, sendo 55 % desses eleitores femininos, enquanto o voto dos jovens (16 a 24 anos) representa 13,7 % do total de eleitores no país. Essa realidade nos induz a refletir brevemente sobre algumas questões que envolvem essa transição etária no eleitorado e a importância crescente dos idosos nas eleições.


terça-feira, 16 de abril de 2024


Lá de 2009, quando já apontava a redução da fecundidade e do número de nascimentos, iria resultar em uma desaceleração do ritmo de crescimento populacional em Aracaju, mas também em Sergipe e que isto iria desembocar em um rápido envelhecimento populacional em Aracaju e Sergipe.


segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Impressões dos primeiros resultados do Censo 2022

Neilson Santos Meneses
DGE/UFS

O Censo 2022 trará consigo uma riqueza de informações sobre a sociedade brasileira, permitindo-nos compreender melhor os aspectos demográficos, socioeconômicos e culturais que moldam o nosso país e estado. Por meio de análise dos primeiros resultados do censo, já podemos observar algumas tendências e identificar desafios que enfrentamos como sociedade. Neste texto, exploraremos alguns dos principais insights oferecidos pelos primeiros resultados do Censo 2022.


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

REFLEXÃO SOBRE A CIÊNCIA GEOGRÁFICA


Neilson Santos Meneses
DGE/UFS

Quando nos debruçamos sobre a história do pensamento geográfico identificamos claramente que uma das principais características da geografia é a constante transformação de sua definição e da forma de abordagem do seu objeto de estudo. As várias correntes filosóficas que a influenciaram e as mudanças no contexto histórico explicam essas transformações. A geografia é uma ciência dinâmica e por isso é tão difícil sintetizar a sua evolução, em poucas linhas. Todavia, entre tantos aspectos que caracterizam o conhecimento geográfico na sua evolução histórica, se poderia destacar pelo menos três aspectos gerais. O primeiro se refere a uma importante característica da geografia como ciência, qual seja, a busca de uma visão integradora da realidade, que se realiza a partir da perspectiva de análise integrada de fenômenos físicos e sociais. As tentativas de produzir esse entendimento amplo da relação sociedade natureza é provavelmente um dos maiores desafios da geografia como ciência, colocando inclusive o risco da dualidade ou de ser percebida como uma ciência de síntese. E nesse sentido se coloca como uma questão epistemológica central para a geografia.  Decorrente dessa busca está seu extenso objeto de estudo, que inclui temas humanos, físicos, econômicos, culturais e sociais, no intuito de conhecer a distribuição e organização dos fenômenos na superfície terrestre. E embora haja especializações em diversos ramos dentro da geografia, cabe ao geógrafo não perder de vista esse caráter abrangente. 

 

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